Tuesday, November 11, 2008
Monday, November 10, 2008
Friday, November 7, 2008
Blindness and Insight
But he, though blind of sight,
Despised and thought extinguished quite,
With inward eyes illuminated,
His fiery virtue roused
From under ashes into sudden flame
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Joana Blu
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3:20 AM
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Diário da Cegueira
O filme é violento por uma questão de lógica: se de repente todas as pessoas cegam é óbvio que toda a estrutura social vá abaixo. Isto somos nós. E nós somos capazes do melhor e do pior, sobretudo do pior. O que é que estavam à espera? Ceguinhos a amparar ceguinhos? Há fome, não se sabe aonde ir buscar comida. Há caos. O caos gera a violência. O filme tinha de ser violento.
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Joana Blu
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3:13 AM
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Da Fotografia, ainda
Como serão as coisas quando não estamos a olhar para elas? Esta pergunta, que cada dia me vem parecendo menos disparatada, fi-la eu muitas vezes em criança, mas só a fazia a mim próprio, não a pais nem professores porque adivinhava que eles sorririam da minha ingenuidade (ou da minha estupidez, segundo alguma opinião mais radical) e me dariam a única resposta que nunca me poderia convencer: “As coisas, quando não olhamos para elas, são iguais ao que parecem quando não estamos a olhar”. Sempre achei que as coisas, quando estavam sozinhas, eram outras coisas. Mais tarde, quando já havia entrado naquele período da adolescência que se caracteriza pela desdenhosa presunção com que julga a infância donde proveio, acreditei ter a resposta definitiva à inquietação metafísica que atormentara os meus tenros anos: pensei que se regulasse uma máquina fotográfica de modo a que ela disparasse automaticamente numa habitação em que não houvesse quaisquer presenças humanas, conseguiria apanhar as coisas desprevenidas, e desta maneira ficar a conhecer o aspecto real que têm. Esqueci-me de que as coisas são mais espertas do que parecem e não se deixam enganar com essa facilidade: elas sabem muito bem que no interior de cada máquina fotográfica há um olho humano escondido… Além disso, ainda que o aparelho, por astúcia, tivesse podido captar a imagem frontal de uma coisa, sempre o outro lado dela ficaria fora do alcance do sistema óptico, mecânico, químico ou digital do registo fotográfico. Aquele lado oculto para onde, no derradeiro instante, ironicamente, a coisa fotografada teria feito passar a sua face secreta, essa irmã gémea da escuridão. Quando numa habitação imersa em total obscuridade acendemos uma luz, a escuridão desaparece. Então não é raro perguntar-nos: “Para onde foi ela?” E a resposta só pode ser uma: “Não foi para nenhum lugar, a escuridão é simplesmente o outro lado da luz, a sua face secreta”. Foi pena que não mo tivessem dito antes, quando eu era criança. Hoje saberia tudo sobre a escuridão e a luz, sobre a luz e a escuridão.
7 de Outubro de 2008
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Joana Blu
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3:10 AM
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Thursday, November 6, 2008
Wednesday, November 5, 2008
He had a dream

I still have a dream.
It is a dream deeply rooted in the American dream.
will one day live in a nation
where they will not be judged by the color of their skin
but by the content of their character.
I have a dream today.
And if America is to be a great nation
this must become true.
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Joana Blu
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3:53 AM
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Tuesday, November 4, 2008
Antoine de Saint-Exupéry
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Joana Blu
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9:03 AM
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Friday, October 31, 2008
Piquenas Esculturas
Busco a beleza na forma;
E jamais
Na beleza da intenção
A beleza que perdura.
Só porque o bronze é de boa qualidade
Não se deve
Consagrar uma escultura.
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Joana Blu
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7:59 AM
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Wednesday, October 29, 2008
Dois no Choro
Chico Buarque e Tom Jobim interpretam «Choro Bandido» (comp. Edu Lobo)
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Joana Blu
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11:43 AM
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Tuesday, October 28, 2008
perdem no outono as árvores.
Ruy Belo, «Advento do anjo»
Aquele Grande Rio Eufrates
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Joana Blu
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9:40 AM
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Papillon
the most highly coveted of ornamental plants
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8:13 AM
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Friday, October 24, 2008
Wednesday, October 22, 2008
Tuesday, October 21, 2008
A música é só música, eu sei. Não há
outros termos em que falar dela a não ser que
ela mesma seja menos que si mesma. Mas
o caso é que falar de música em tais termos
é como descrever um quadro em cores e formas e volumes, sem
mostrá-lo ou sem sequer havê-lo visto alguma vez.
Vejamo-lo, bem sei, calados, vendo. E se a música
for música, ouçamo-la e mais nada.
aquele tema torna não é para encerrar
num círculo fechado uma odisseia em teclas,
mas para colocar-nos ante a lucidez
de que não há regresso após tanta invenção.
Nem a música, nem nós, somos os mesmos já.
Neste silêncio, que ficou, flutua?
O quê?
Nós?
Como tão pouco restaria?
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Joana Blu
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3:34 AM
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Monday, October 20, 2008
Vinicius dixit
Silencioso e branco como a bruma
E das bocas unidas fez-se a espuma
E das mãos espalmadas fez-se o espanto
De repente da calma fez-se o vento
Que dos olhos desfez a última chama
E da paixão fez-se o pressentimento
E do momento imóvel fez-se o drama
De repente não mais que de repente
Fez-se de triste o que se fez amante
E de sozinho o que se fez contente
Fez-se do amigo próximo, distante
Fez-se da vida uma aventura errante
De repente, não mais que de repente
De tudo ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.
Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento.
E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama
Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.
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Joana Blu
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2:42 AM
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Saturday, October 18, 2008
2008 vs. 1962
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Joana Blu
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12:15 PM
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Wednesday, October 15, 2008
Eu vou :)
Há coisas fantásticas, não há?
10 de Novembro, na Casa da Música.
Sem Dani :(
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Joana Blu
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10:32 AM
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Tribute to TruThoughts and to my B&W kitchen
Anything you want (not that)
Tru Thoughts 2008
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10:21 AM
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Tuesday, October 14, 2008
Assim gela
Vendo que eu não mentia ele falou:
as mulheres são complicadas. Homem é tão singelo.
Eu sou singelo. Fica singela também.
Respondi que queria ser singela e na mesma hora,
singela, singela, comecei a repetir singela.
A palavra destacou‑se novíssima
como as buganvílias do sonho. Me atropelou.
[…]
Como nenhum de nós podia ir mais além,
solucei alto e fui chorando, chorando,
até ficar singela e dormir de novo.
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Joana Blu
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8:36 AM
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zeugmas, gosto muito dos do machado
Marcela amou-me durante quinze meses e onze contos de réis.
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8:32 AM
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zeugmas, gosto muito
Estou fazendo um vestido,
uma tarde linda e um chapéu
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Joana Blu
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8:28 AM
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herberto, o último
basta que te dispas até te doeres todo,
retoma-te no tocado, no aceso,
e fica cego e,
por memória do tacto, desfaz os nós,
muitos, muito
atados uns nos outros,
e que inteiramente te alcance o ar e,
depois de te haver abraçado de alto a baixo, apareça já
inextricável, ar
falado, a fino ouvido: cacofónico,
mas de um modo exacto, acho,
música inquieta, inconjunta, impura,
isso: essa música
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Joana Blu
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2:06 AM
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Teoria da Farmácia
É piroso sim senhora.
Mas esta semana é impossível cantarolar outra coisa.
E verdade seja dita: nada melhor para enfrentar dias cinzentos.
Pharmakon, chamavam-lhe os gregos... Entre o remédio e o veneno. A diferença está só na dose.
(bibl.: Jacques Derrida, «La Pharmacie de Platon», in La Dissémination, Paris, Seuil, 1972)
You can dance, you can jive, having the time of your life...
| ABBA - Dancing Queen | ||
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1:37 AM
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Friday, October 3, 2008
The Show Must Go On...
I'll be playing this| Marlena Shaw - California Soul (Diplo/ Mad Decent Remix) | ||
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Marlena Shaw
California Soul
Diplo/Mad Decent Mix
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1:37 AM
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Friday, September 26, 2008
Wednesday, September 24, 2008
Diggin' my Soul
Just One Kiss
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11:18 AM
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Afinidades Electivas
ODA A SALVADOR DALI
Una rosa en el alto jardín que tu deseas.
Una rueda en la pura sintaxis del acero.
Desnuda la montaña de niebla impresionista.
Los grises oteando sus balaustradas últimas.
Los pintores modernos, en sus blancos estudios,
cortan la flor aséptica de la raíz cuadrada.
En las aguas del Sena un iceberg de mármol
enfría las ventanas y disipa las yedras.
El hombre pisa fuerte las calles enlosadas.
Los cristales esquivan la magia del reflejo.
El Gobierno ha cerrado las tiendas de perfume.
La máquina eterniza sus compases binarios.
Una ausencia de bosques, biombos y entrecejos
yerra por los tejados de las casas antiguas.
El aire pulimenta su prisma sobre el mar
y el horizonte sube como un gran acueducto.
Marineros que ignoran el vino y la penumbra
decapitan sirenas en los mares de plomo.
La Noche, negra estatua de la prudencia, tiene
el espejo redondo de la luna en su mano.
Un deseo de formas y límites nos gana.
Viene el hombre que mira con el metro amarillo.
Venus es una blanca naturaleza muerta
y los coleccionistas de mariposas huyen.
*
Cadaqués, en el fiel del agua y la colina,
eleva escalinatas y oculta caracolas.
Las flautas de madera pacifican el aire.
Un viejo dios silvestre da frutas a los niños.
Sus pescadores duermen, sin ensueño, en la arena.
En alta mar les sirve de brújula una rosa.
El horizonte virgen de pañuelos heridos
junta los grandes vidrios del pez y de la luna.
Una dura corona de blancos bergantines
ciñe frentes amargas y cabellos de arena.
Las sirenas convencen, pero no sugestionan,
y salen si mostramos un vaso de agua dulce.
*
¡Oh Salvador Dalí, de voz aceitunada!
No elogio tu imperfecto pincel adolescente
ni tu color que ronda la color de tu tiempo,
pero alabo tus ansias de eterno limitado.
Alma higiénica, vives sobre mármoles nuevos.
Huyes la oscura selva de formas increíbles.
Tu fantasía llega donde llegan tus manos,
y gozas el soneto del mar en tu ventana.
El mundo tiene sordas penumbras y desorden,
en los primeros términos que el humano frecuenta.
Pero ya las estrellas ocultando paisajes,
señalan el esquema perfecto de sus órbitas.
La corriente del tiempo se remansa y ordena
en las formas numéricas de un siglo y otro siglo.
Y la Muerte vencida se refugia temblando
en el círculo estrecho del minuto presente.
Al coger tu paleta, con un tiro en un ala,
pides la luz que anima la copa del olivo.
Ancha luz de Minerva, constructora de andamios,
donde no cabe el sueño ni su flora inexacta.
Pides la luz antigua que se queda en la frente,
sin bajar a la boca ni al corazón del hombre.
Luz que temen las vides entrañables de Baco
y la fuerza sin orden que lleva el agua curva.
Haces bien en poner banderines de aviso,
en el límite oscuro que relumbra de noche.
Como pintor no quieres que te ablande la forma
el algodón cambiante de una nube imprevista.
El pez en la pecera y el pájaro en la jaula.
No quieres inventarlos en el mar o en el viento.
Estilizas o copias después de haber mirado
con honestas pupilas sus cuerpecillos ágiles.
Amas una materia definida y exacta
donde el hongo no pueda poner su campamento.
Amas la arquitectura que construye en lo ausente
y admites la bandera como una simple broma.
Dice el compás de acero su corto verso elástico.
Desconocidas islas desmienten ya la esfera.
Dice la línea recta su vertical esfuerzo
y los sabios cristales cantan sus geometrías.
*
Pero también la rosa del jardín donde vives.
¡Siempre la rosa, siempre, norte y sur de nosotros!
Tranquila y concentrada como una estatua ciega,
ignorante de esfuerzos soterrados que causa.
Rosa pura que limpia de artificios y croquis
y nos abre las alas tenues de la sonrisa.
(Mariposa clavada que medita su vuelo.)
Rosa del equilibrio sin dolores buscados.
¡Siempre la rosa!
*
¡Oh Salvador Dalí de voz aceitunada!
Digo lo que me dicen tu persona y tus cuadros.
No alabo tu imperfecto pincel adolescente,
pero canto la firme dirección de tus flechas.
Canto tu bello esfuerzo de luces catalanas,
tu amor a lo que tiene explicación posible.
Canto tu corazón astronómico y tierno,
de baraja francesa y sin ninguna herida.
Canto el ansia de estatua que persigues sin tregua
el miedo a la emoción que te aguarda en la calle.
Canto la sirenita de la mar que te canta
montada en bicicleta de corales y conchas.
Pero ante todo canto un común pensamiento
que nos une en las horas oscuras y doradas.
No es el Arte la luz que nos ciega los ojos.
Es primero el amor, la amistad o la esgrima.
Es primero que el cuadro que paciente dibujas
el seno de Teresa, la de cutis insomne,
el apretado bucle de Matilde la ingrata,
nuestra amistad pintada como un juego de oca.
Huellas dactilográficas de sangre sobre el oro
rayen el corazón de Cataluña eterna.
Estrellas como puños sin halcón te relumbren,
mientras que tu pintura y tu vida florecen.
No mires la clepsidra con alas membranosas,
ni la dura guadaña de las alegorías.
Viste y desnuda siempre tu pincel en el aire,
frente a la mar poblada con barcos y marinos.
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Joana Blu
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9:05 AM
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Miguel Rio Branco2000
Mais uma vez é preciso
reaprender o outono -
todos nós regressamos ao teu
inesgotável rosto
Emergem do asfalto aquelas
inacreditáveis crianças
e tudo incorrigivelmente principia
Já na rua se não cruzam
olhos como armas
Recebe-nos de novo o coração
E sabe deus a minha humana mão
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Joana Blu
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7:15 AM
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Sunday, September 14, 2008
Friday, September 12, 2008
Thursday, September 11, 2008
9/11

Steve McCurry
New York City. 2001
Wrecked remains of the World Trade Center's Twin Towers
Houses rise and fall, crumble, are extended,
Are removed, destroyed, restored, or in their place
Is an open field, or a factory, or a by-pass.
Old stone to new building, old timber to new fires,
Old fires to ashes, and ashes to the earth
Which is already flesh, fur and faeces,
Bone of man and beast, cornstalk and leaf.
Houses live and die: there is a time for building
And a time for living and for generation
And a time for the wind to break the loosened pane
And to shake the wainscot where the field-mouse trots
And to shake the tattered arras woven with a silent motto.
In my beginning is my end. Now the light falls
Across the open field, leaving the deep lane
Shuttered with branches, dark in the afternoon,
Where you lean against a bank while a van passes,
And the deep lane insists on the direction
Into the village, in the electric heat
Hypnotised. In a warm haze the sultry light
Is absorbed, not refracted, by grey stone.
The dahlias sleep in the empty silence.
Wait for the early owl.
In that open field
If you do not come too close, if you do not come too close,
On a summer midnight, you can hear the music
Of the weak pipe and the little drum
And see them dancing around the bonfire
The association of man and woman
In daunsinge, signifying matrimonie—
A dignified and commodiois sacrament.
Two and two, necessarye coniunction,
Holding eche other by the hand or the arm
Whiche betokeneth concorde. Round and round the fire
Leaping through the flames, or joined in circles,
Rustically solemn or in rustic laughter
Lifting heavy feet in clumsy shoes,
Earth feet, loam feet, lifted in country mirth
Mirth of those long since under earth
Nourishing the corn. Keeping time,
Keeping the rhythm in their dancing
As in their living in the living seasons
The time of the seasons and the constellations
The time of milking and the time of harvest
The time of the coupling of man and woman
And that of beasts. Feet rising and falling.
Eating and drinking. Dung and death.
Dawn points, and another day
Prepares for heat and silence. Out at sea the dawn wind
Wrinkles and slides. I am here
Or there, or elsewhere. In my beginning.
«East Coker/I», Four Quartets
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Joana Blu
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2:21 AM
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Tuesday, September 9, 2008
Eu Fui...
Fui. Confesso. Gostei. Juro. Talvez vá outra vez. Quase de certeza. E a Meryl? Imperdível. Às vezes acontecem coisas destas. Porque nunca o mau gosto foi mesmo tão bom.
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Joana Blu
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11:52 AM
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Monday, September 8, 2008
Stevie Wonderful
Listening to...
«Wonderful (Stevie Wonder Dedication)»
Acoustic Soul, 2001 (reed. esp. 2007)
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Joana Blu
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8:30 AM
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Wednesday, September 3, 2008
VV: Mulheres que são como lugares mal situados
| Claude Debussy - Clair de lune | ||
| | ||
| Found at skreemr.com |
Aprendi o Debussy.
Aprendi o Baudelaire da Invitation au Voyage.
Aprendi o Pessanha.
Que há conchas, pedrinhas, pedacinhos de ossos.
Aprendi o Nobre e o Eugénio de Castro.
Aprendi o Ritmo.
Aprendi a Voz.
O Verso também.
Aprendi a Paixão do Almeida Faria.
Um cisne do Albano Martins.
Fomos ao teatro.
Apresentou-me o Vergílio Ferreira.
Vertigem aos 18 anos.
Aprendi que a Poesia está na ponta dos dedos de quem folheia os livros.
Há pessoas que amam
com os dedos todos sobre a mesa.
Aquecem o pão com o suor do rosto
e quando as perdemos estão sempre
ao nosso lado.
Por enquanto não nos tocam:
a lua encontra o pão caiado que comemos
enquanto o rido das promessas destila
na solidão da erva.
Estas pessoas são o chão
onde erguemos o sol que nos falhou os dedos
e pôs um fruto negro no lugar do coração.
Estas pessoas são o chão
que não precisa de voar.
Rui Costa
E multipliquem os pássaros que cantam
E completo o Outono Venha
Folhas e folhas aspergindo a última respiração das coisas sobre a minha
Respiração
E todos os meus anos juntos se festejem de uma só vez e eu morra
Agora
E sobre este dia todos os dias
Desçam
Como inúmeras águas sobre uma gota de sangue.
Daniel Faria
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Joana Blu
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5:43 AM
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Thursday, August 28, 2008
Eu gosto muito da Tru Thoughts :)
Fresquinho, fresquinho...
The King of the Rodeo
Idea 6
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Joana Blu
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8:49 AM
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Thursday, August 21, 2008
Unclose me, desfecha-me
somewhere i have never travelled, gladly beyond
any experience, your eyes have their silence:
in your most frail gesture are things which enclose me,
or which i cannot touch because they are too near
your slightest look easily will unclose me
though i have closed myself as fingers,
you open always petal by petal myself as Spring opens
(touching skilfully, mysteriously) her first rose
or if your wish be to close me, i and
my life will shut very beautifully, suddenly,
as when the heart of this flower imagines
the snow carefully everywhere descending;
nothing which we are to perceive in this world equals
the power of your intense fragility: whose texture
compels me with the color of its countries,
rendering death and forever with each breathing
(i do not know what it is about you that closes
and opens; only something in me understands
the voice of your eyes is deeper than all roses)
nobody, not even the rain, has such small hands
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Joana Blu
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9:14 AM
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Wednesday, August 20, 2008
Tuesday, August 19, 2008
Friday, August 8, 2008
Dynamics or Why Do I Love Covers
Dynamics live Session @ Lovebox 08 - Off Guard Gigs
Girls and Boys by Prince
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Joana Blu
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3:47 PM
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Thursday, July 31, 2008
Wednesday, July 30, 2008
Boas férias :)
2. just listen

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Joana Blu
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10:44 AM
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