Tuesday, July 26, 2011
Thursday, July 7, 2011
quero
Seen by
Joana Blu
at
10:11 AM
1 glimpses
Saturday, July 2, 2011
stasis in darkness
Seen by
Joana Blu
at
7:09 AM
0
glimpses
Monday, June 20, 2011
Teoria das cores
Era uma vez um pintor que tinha um aquário com um peixe vermelho. Vivia o peixe tranquilamente acompanhado pela sua cor vermelha até que principiou a tornar-se negro a partir de dentro, um nó preto atrás da cor encarnada. O nó desenvolvia-se alastrando e tomando conta de todo o peixe. Por fora do aquário o pintor assistia surpreendido à chegada do novo peixe.
O problema do artista era que, obrigado a interromper o quadro onde estava a chegar o vermelho do peixe, não sabia o que fazer da cor preta que ele agora lhe ensinava. Os elementos do problema constituíam-se na observação dos factos e punham-se por esta ordem: peixe, vermelho, pintor - sendo o vermelho o nexo entre o peixe e o quadro, através do pintor. O preto formava a insídia do real e abria um abismo na primitiva fidelidade do pintor.
Ao meditar sobre as razões da mudança exactamente quando assentava na sua fidelidade, o pintor supôs que o peixe, efectuando um número de mágica, mostrava que existia apenas uma lei abrangendo tanto o mundo das coisas como o da imaginação. Era a lei da metamorfose.
Compreendida esta espécie de fidelidade, o artista pintou um peixe amarelo.
Seen by
Joana Blu
at
10:36 AM
0
glimpses
Thursday, June 16, 2011
Não o leio por ler, mas para me encostar ao seu peito.
Seen by
Joana Blu
at
4:05 AM
0
glimpses
Monday, June 13, 2011
Prelude
Seen by
Joana Blu
at
3:00 PM
0
glimpses
TRADUZIR-SE
Seen by
Joana Blu
at
5:57 AM
0
glimpses
Friday, April 29, 2011
Fábula de um arquiteto
de abrir; ou como construir o aberto;
construir, não como ilhar e prender,
nem construir como fechar secretos;
construir portas abertas, em portas;
casas exclusivamente portas e teto.
O arquiteto: o que abre para o homem
(tudo se sanearia desde casas abertas)
portas por-onde, jamais portas-contra;
por onde, livres: ar luz razão certa.
2.
Até que, tantos livres o amedrontando,
renegou dar a viver no claro e aberto.
Onde vãos de abrir, ele foi amurando
opacos de fechar; onde vidro, concreto;
até refechar o homem: na capela útero,
com confortos de matriz, outra vez feto.
Seen by
Joana Blu
at
3:27 PM
0
glimpses
Monday, March 14, 2011
Wednesday, March 2, 2011
Monday, January 24, 2011
indisciplina em movimento ou Luz Teimosa
luz teimosa from Real Ficção on Vimeo.
Seen by
Joana Blu
at
3:47 AM
0
glimpses
Sunday, January 9, 2011
Monday, January 3, 2011
Dos homens e dos deuses: dos homens-deuses, Beauvois, Tchaikovsky
Seen by
Joana Blu
at
2:41 AM
0
glimpses
Wednesday, December 22, 2010
Saudade, Murilo, Saudade
Seen by
Joana Blu
at
5:40 AM
0
glimpses
Wednesday, December 15, 2010
Degullar
Seen by
Joana Blu
at
10:51 AM
0
glimpses
Monday, December 13, 2010
Friday, December 10, 2010
Mozart
Requiem de Mozart
Ouço-te, ó música, subir aguda
à convergente solidão gelada.
Ouço-te, ó música, chegar desnuda
ao vácuo centro, aonde, sustentada
e da esférica treva rodeada,
tu resplandeces e cintilas muda
como o silente gesto, a mão espalmada
por sobre a solidão que amante exsuda
e lacrimosa escorre pelo espaço
além de que só luz grita o pavor.
Ouço-te lá pousada, equidistante
desse clarão cuja doçura é de aço
como do frágil mas potente amor
que em teu ouvir-te queda esvoaçante.
Ó música da morte, ó vozes tantas
e tão agudas, que o estertor se cala.
Ó música da carne amargurada
de tanto ter perdido que ora esquece.
Ó música da morte, ah quantas, quantas
mortes gritaram no que em ti não fala.
Ó música da mente espedaçada
de tanto ter sonhado o que entretece,
sem cor e sem sentido, no fervor
de sublimar-se nesse além que és tu.
Ó vida feita uma detida morte.
Ó morte feita um inocente amor.
Amor que as asas sobre o corpo nu
fecha tranquilas no possuir da sorte.
Seen by
Joana Blu
at
1:55 AM
0
glimpses








