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Wednesday, November 14, 2007

Fotogramas da Semana

Assinalando simbolicamente o dia em que passam 33 anos sobre a sua morte...

Vittorio de Sica, Ladri di Biciclette, 1948

Sessão de Abertura do Cineclube Italiano na FLUP
Concepção, organização e programação: David Barros

Tuesday, November 13, 2007

Italian Mood


Tuesday, November 6, 2007

Sunday, October 21, 2007

Tuesday, October 16, 2007

Ainda se morre de amor

Eu sabia...

Doctors have long suspected it. A study of 9,000 British civil servants has at last established it is possible to die of a broken heart (new study published in the Archives of Internal Medicine).

Thus with a kiss I die

Saturday, October 13, 2007

'd Like to See


18 Out. 19.00 - Culturgest (Grande Auditório)
28 Out. 11.00 - Cinema São Jorge (Sala 1)
Taxi to the Dark Side de Alex Gibney
105´ EUA 2007
A morte de um taxista afegão detido por militares americanos é o ponto de partida deste documentário pertubador sobre aquilo que o governo de Bush designa por "técnicas de interrogação de suspeitos", mas que o realizador e as leis internacionais chamam pelo seu verdadeiro nome: tortura. A autópsia revelou que o taxista tinha sido pendurado ao tecto pelas mãos e que foi depois pontapeado brutalmente até à morte durante cinco dias. O novo filme do realizador de "Enron: The Smartest Guys in the Room" não poupa nada nem ninguém em busca de uma explicação para o facto de as forças americanas terem deixado de respeitar a Convenção de Genebra. Os depoimentos exclusivos de militares americanos e representantes da Administração Bush são fundamentais para dar a conhecer a nova política de segurança dos Estados Unidos, que legalizou e promoveu o uso da tortura no Afeganistão, no Iraque (Abu Ghrabi) e na base de Guantanamo. Só no Iraque há centenas de casos de morte nas prisões reconhecidos tecnicamente pelos médicos do exército americano como homicídios.


19 Out. 22.45 - Culturgest (Pequeno Auditório)
Autoportrait ou Ce qui Nous Manque à Tous [DF]de Man Ray
11´França 1930
"Autoportrait" dá conta de maneira exemplar das experiências fotográficas de Man Ray, aqui executadas directamente sobre a película cinematográfica. Tendo como pano de fundo o trabalho no seu próprio atelier, Man Ray combinou essas imagens com a manipulação fotográfica dos mais diferentes objectos, de alfinetes a pioneses, não faltando sequer o sal e a pimenta nem o cachimbo de porcelana com uma bolha de vidro, objecto-escultura que empresta o nome ao subtítulo de "Autoportrait".

La Garoupe [DF]de Man Ray
9´ França 1937
"La Garoupe", primeiro filme a cores de Man Ray, filmado em Antibes, no Mediterrâneo, assume a forma aparente de um "filme de férias" onde se podem ver, entre outros, Picasso e Paul Eluard.

The five obstructions [VN]de Jorgen Leth e Lars Von Trier
90´Dinamarca 2003
Em 1967, Jørgen Leth, referência fundamental para todos os documentaristas dinamarqueses, realizou "The Perfect Human", filme sobre o futebolista Michael Laudrup, um virtuoso que surpreendia os adversários com jogadas imprevisíveis. A sua maneira de jogar convidava às obstruções e às entradas duras, embora ele conseguisse sempre evitar as quedas e as lesões. Michael Laudrup vai ser o modelo de Jørgen Leth que, aceitando um desafio de Lars von Trier, se dispôs a fazer cinco remakes de "The Perfect Human", com a condição de acatar todos os comentários, críticas e sugestões de von Trier ao remake anterior antes de começar o trabalho no seguinte. A cada nova rasteira de von Trier, Leth respondeu com uma nova obra-prima. E assim, pouco a pouco, um projecto que tinha originalmente as impressões digitais de Leth assumiu as marcas claramente identificáveis dos filmes de Lars von Trier. "The Five Obstructions" é um filme ímpar sobre o processo criativo de dois realizadores notáveis.

20 Out. 11.00 - Culturgest (Pequeno Auditório)
Morceaux de conversation avec Jean-Luc Godard [SE]de Alan Fleischer
125´ França 2007
Filmado na casa do realizador em Rolle (Suiça), no Studio National des Arts Contemporains em Le Fresnoy e no Centro Pompidou em Paris, "Morceaux de conversation avec Jean-Luc Godard" é uma sucessão de encontros entre JLG e Dominique Païni, André S. Labarthe, Jean Narboni, Jean-Marie Straub e Danièle Huillet onde se conversa sobre história, política, o cinema, as imagens e o tempo. Muitas das conversas têm como pretexto ou como referência mais imediata a preparação do projecto (entretanto abandonado) "Collage(s) de France, archéologie du cinéma, d'après JLG", pensado em parceria com a escola de Le Fresnoy (de que Alan Fleisher é director), bem como a preparação de "Voyage(s) en utopie", exposição em torno da obra de Godard comissariada por Païni no Centro Pompidou em 2006.

20 Out. 21.00 - Cinema Londres (Sala 1)
Sobre o Lado Esquerdo [SE]de Margarida Gil
50´ Portugal 2007
O universo literário de Carlos de Oliveira é reconstruido em estúdio com os seus objectos pessoais e os seus manuscritos, e com Luís Miguel Cintra e Fernando Lopes, que o representam. Filmado com o objectivo de documentar a sua obra tal como Carlos de Oliveira documentou a sua Gândara de origem, este filme usa toda a liberdade expressiva que a nova tecnologia digital permite para recriar raccords visuais e sonoros, também presentes no trabalho poético do escritor e poeta.

21 Out. 21.00 - Culturgest (Grande Auditório)
Sicko [SE]de Michael Moore
74´EUA 2007
O novo filme de Michael Moore combina o humor com o horror para denunciar as debilidades do sistema de saúde americano, minado por décadas de subfinanciamento público e pela concorrência dos seguros privados. Recorrendo mais uma vez ao seu estilo de investigação muito particular, Moore revela os casos de doentes americanos cujas vidas foram destruídas e compara o sistema americano com o de outros países, como o Canadá, França ou Cuba, acabando por concluir que a melhor maneira de permanecer saudável nos Estados Unidos é mesmo não adoecer.

21 Out. 14.15 - Culturgest (Pequeno Auditório)
Notes on Marie Menken [RE]de Martina Kudlacek
67´ Áustria/EUA 2006
"Notes on Marie Menken" explora a história quase esquecida de um dos nomes mais importantes do cinema underground americano entre os anos quarenta e sessenta, influenciando realizadores tão conhecidos como Stan Brakhage, Andy Warhol, Jonas Mekas ou Kenneth Anger. Musa inspiradora do romance "Who's Afraid of Virgina Wolf" de Edward Albee, Marie Menken (1909-1970) foi uma figura ímpar da cultura nova-iorquina, tendo realizado dezenas de filmes e participado em várias obras de Andy Warhol. Com música original de John Zorn, o documentário de Martina Kudlácek inclui vários filmes inéditos de Menken, incluindo um "duelo cinematográfico" entre a realizadora e Warhol.

19 Out. 16.30 - Culturgest (Grande Auditório)
21 Out. 16.00 - Cinema Londres (Sala 2)
& etc [P]de Cláudia Clemente
25´Portugal 2007
Fundada em 1973, a "& etc" é uma pequena editora que se rege por parâmetros únicos: não tem fins lucrativos, não publica obras comerciais e aposta em autores desconhecidos. Tornou-se ao longo dos anos uma referência no panorama nacional, conhecida tanto pelo lado plástico/estético dos seus livros quadrados, como pela singularidade dos autores que publica, entre os quais João César Monteiro, Adília Lopes ou Alberto Pimenta. Dois responsáveis desta editora, Vitor Silva Tavares e Rui Caeiro, recordam neste filme alguns episódios passados ao longo das três décadas de aventuras literárias.

23 Out. 22.45 - Culturgest (Pequeno Auditório)
JLG/JLG: Autoportrait de Décembre [DF]de Jean-Luc Godard
55´ França/Suiça 1994
"JLG/JLG: Autoportrait de Décembre" é tudo menos um auto-retrato feito para a eternidade, uma biografia pormenorizada ou um testamento artístico. Godard propõe-nos, muito pelo contrário, o registo de um momento específico da sua vida através de um filme feito de planos fixos das paisagens nevadas do lago Léman e do interior da sua casa, assombrada pela silhueta do realizador e por uma banda sonora onde se cruzam duas vozes, a do realizador e a do "actor".

26 Out. 18.30 - Culturgest (Grande Auditório)
24 Out. 20.30 - Cinema Londres (Sala 2)
Homens que São como Lugares Mal Situados [P]de João Trabulo
21´Portugal 2007
A partir de textos de Daniel Faria, Marguerite Duras e Serge Daney, "Homens que São como Lugares Mal Situados" toma a forma de um poema visual cujo motivo é a viagem de um homem entre dois continentes.

27 Out. 21.00 - Culturgest (Grande Auditório)
When the Levees Broke: A Requiem in Four Acts [SE]de Spike Lee
240´ EUA 2007
Não foi o furacão Katrina que destruiu Nova Orleães: foram os diques, quando cederam à força das águas e inundaram grande parte da cidade. Filmado logo após o desastre, o último filme de Spike Lee é um retrato tocante dos efeitos de uma das piores catástrofes que jamais atingiu os Estados Unidos. Com depoimentos de mais de cem pessoas, "When the Levees Broke" dá conta de tragédias pessoais e das estratégias de sobrevivência de uma cidade habituada a lutar contra a adversidade, mas absolutamente incapaz de imaginar que, abandonada pelo seu próprio governo, seria obrigada a enfrentar sozinha toda aquela destruição. Ninguém em Nova Orleães esquecerá que ao visitar a cidade após a catástrofe o presidente nem sequer saiu do avião. Preferiu ver apenas a cidade de cima. Com música de Wynton Marsalis e Terence Blanchard. Vencedor do Human Rights Film Network Award e do Venice Horizons Documentary Award no Festival de Cinema de Veneza em 2006.

28 Out. - Cinema São Jorge (Sala 3)
1ª parte: 11.00 2ª parte: 13.45
Andy Warhol: a Documentary Film de Ric Burns
240' EUA 2006
"Andy Warhol: A Documentary Film" é um empolgante documentário de quatro horas sobre o artista mais famoso, mas também mais incompreendido, da segunda metade do século XX. Com narração de Laurie Anderson e Jeff Koon, este episódio da série "American Masters" da PBS é um mergulho de cabeça na obra colossal de Warhol, tendo sido o primeiro documentário a explorar a fundo o imenso espólio guardado no Andy Warhol Museum de Pittsburgh não só para iluminar a sua carreira artística, mas também a sua biografia pessoal. Um filme de Ric Burns, um dos mais importantes realizadores americanos de documentários para televisão da actualidade.

Saturday, October 6, 2007

Here's looking at you, kid

o que os
olhos sentem o coração
vê. pulsação que abre
paisagens aos olhos, uma
forma diferente de debitar o corpo

valter hugo mãe

My Lips for Electronic Use Only

Deixa que o teu nome
pernoite para sempre nos meus lábios

Jorge Melícias

Wednesday, September 12, 2007

Born in the 80s

E por que é que há cenas assim, que ficam a ressoar nos olhos toda a semana?
O magnífico fã da Kim é Romain Duris. Em Dans Paris, de Christophe Honoré. A figura é a de todos nós.

Tuesday, September 11, 2007

11'09''01

Porque um ecrã negro também vale mil imagens. E cada imagem ainda é um susto.

Realização de Alejandro González Iñárritu

Tuesday, September 4, 2007

Sabrina


And you're still reaching for the moon.
No. The moon's reaching for me.


Never resist an impulse, Sabrina, especially if it's terrible.

free music

Sunday, September 2, 2007

Esprit Rentrée II

I've got a wonderful idea.

We'll spend the day doing things

we've never done before.

Friday, August 24, 2007

Intermezzo: Turkish Delight

Repetição dedicada às luas e luares de todo o mundo, e de alguns países em especial.

Tuesday, July 31, 2007

Bergman morreu, Antonioni também, resta quem?

É quase inverosímil que em menos de 24 horas desapareçam Ingmar Bergman e Michelangelo Antonioni. Mas há momentos, como este, em que a verdade é mesmo inverosímil. Hoje parece até pecado tocar neles, mas aqui fica a simbólica homenagem, recordando o primeiro filme do resto de cada uma das minhas vidas.

Michelangelo Antonioni
29 de Setembro de 1912-30 de Julho de 2007


Al di la delle nuvole
1995

free music

Playing: Caetano Veloso, «Michelangelo Antonioni»

Ingmar Bergman
14 de Julho de 1918-30 de Julho de 2007


Scener ur ett äktenskap
1973

free music

Playing: Future Loop Foundation, «Monika's Summer»

TALKING IN BED
Talking in bed ought to be easiest,
Lying together there goes back so far,
An emblem of two people being honest.
Yet more and more time passes silently.
Outside, the wind's incomplete unrest
Builds and disperses clouds in the sky,
And dark towns heap up on the horizon.
None of this cares for us.
Nothing shows why
At this unique distance from isolation
It becomes still more difficult to find
Words at once true and kind,
Or not untrue and not unkind.

Philip Larkin

Saturday, July 21, 2007

Blow Up


Blow Up: História de um Fotógrafo, segundo filme a cores de Antonioni, e o primeiro em inglês, foi inspirado numa short story de Julio Cortázar (e lá regressamos à Argentina). Do conto pouco sobrevive à tona do filme, mas a verdade é que a concepção voyeurista e predadora do acto fotográfico que rege a personagem interpretada por David Hemmings está já toda em Las Babas del Diablo:


Entre las muchas maneras de combatir la nada, una de las mejores es sacar fotografías, actividad que debería enseñarse tempranamente a los niños pues exige disciplina, educación estética, buen ojo y dedos seguros.


pero de todas maneras cuando se anda con la cámara hay como el deber de estar atento, de no perder ese brusco y delicioso rebote de un rayo de sol en una vieja piedra, o la carrera trenzas al aire de una chiquilla que vuelve con un pan o una botella de leche. Michel sabía que el fotógrafo opera siempre como una permutación de su manera personal de ver el mundo por otra que la cámara le impone insidiosa (ahora pasa una gran nube casi negra), pero no desconfiaba, sabedor de que le bastaba salir sin la Contax para recuperar el tono distraído, la visión sin encuadre, la luz sin diafragma ni 1/250. Ahora mismo (qué palabra, ahora, qué estúpida mentira) podía quedarme sentado en el pretil sobre el río, mirando pasar las pinazas negras y rojas, sin que se me ocurriera pensar fotográficamente las escenas, nada más que dejándome ir en el dejarse ir de las cosas, corriendo inmóvil con el tiempo. Y ya no soplaba viento.

Creo que sé mirar, si es que algo sé, y que todo mirar rezuma falsedad, porque es lo que nos arroja más afuera de nosotros mismos, sin la menor garantía, en tanto que oler, o (pero Michel se bifurca fácilmente, no hay que dejarlo que declame a gusto). De todas maneras, si de antemano se prevé la probable falsedad, mirar se vuelve posible; basta quizá elegir bien entre el mirar y lo mirado, desnudar a las cosas de tanta ropa ajena. Y. claro, todo esto es más bien difícil.

Pensé que eso lo ponía yo, y que mi foto, si la sacaba, restituiría las cosas a su tonta verdad.
Levanté la cámara, fingí estudiar un enfoque que no los incluía, y me quedé al acecho, seguro de que atraparía por fin el gesto revelador, la expresión que todo lo resume, la vida que el movimiento acompasa pero que una imagen rígida destruye al seccionar el tiempo, si no elegimos la imperceptible fracción esencial.

Metí todo en el visor (con el árbol, el pretil, el sol de las once) y tomé la foto. A tiempo para comprender que los dos se habían dado cuenta y que me estaban mirando, el chico sorprendido y como interrogante, pero ella irritada, resueltamente hostiles su cuerpo y su cara que se sabían robados, ignominiosamente presos en una pequeña imagen química.

recuerdo petrificado, como toda foto, donde nada faltaba, ni siquiera y sobre todo la nada, verdadera fijadora de la escena.

nunca se me había ocurrido pensar que cuando miramos una foto de frente, los ojos repiten exactamente la posición y la visión del objetivo; son esas cosas que se dan por sentadas y que a nadie se le ocurre considerar.

Y yo no podía hacer nada, esta vez no podía hacer absolutamente nada. Mi fuerza había sido una fotografía, ésa, ahí, donde se vengaban de mí mostrándome sin disimulo lo que iba a suceder. La foto había sido tomada, el tiempo había corrido; estábamos tan lejos unos de otros, la corrupción seguramente consumada, las lágrimas vertidas, y el resto conjetura y tristeza. De pronto el orden se invertía, ellos estaban vivos, moviéndose, decidían y eran decididos, iban a su futuro; y yo desde este lado, prisionero de otro tiempo, de una habitación en un quinto piso, de no saber quiénes eran esa mujer, y ese hombre y ese niño, de ser nada más que la lente de mi cámara, algo rígido, incapaz de intervención.


free music

Da OMS: The Yardbirds, Stroll On

Wednesday, July 18, 2007

À Porta do DVD

Monday, July 16, 2007

Lições de Anatomia Estética XII

C'est le monde entre deux battements de paupières,
la tristesse entre deux battements de coeur,
la joie de vivre entre deux battements de mains.

Jean-Luc Godard, «Bergmanorama»
Cahiers du Cinéma, 85, Julho de 1958


Lars Ekborg e Harriet Andersson

Mónica e o Desejo (Sommaren med Monika)

Dir. Ingmar Bergman, 1953

Thursday, July 12, 2007

Carros ou Curtas: eis a questão

OU
http://www.curtas.pt/festival/

O Hamlet que me perdoe, mas esta, sim, é a verdadeira questão.


Sexta-Feira
, 13

NO PORTO
18:30 HGPCA Formula 1 Pre - 1966: Treino Cronometrado

EM VILA DO CONDE
18:30 [in Focus] 5 Anne Sanders · Pierre Huygue


Sábado
, 14

NO PORTO

18:10 Sports Racing Masters: Corrida - 60 Minutos


EM VILA DO CONDE
18:30 [Under Hitchcock] 2 Curtas


Domingo
, 15

NO PORTO
16:35 Anciens Pilotes Race / Demo
17:15 Caterham Seven: Corrida
18:05 Challenge Desafio Único: Corrida


EM VILA DO CONDE

16:30 [in Focus] 7 Peter Withehead - The Fall

18:30 Filmes Premiados


Salva-se a noite de Sábado, anti-Hamlet,
pois a questão já é
Carros E Curtas:


EM VILA DO CONDE

23:00 [in Focus] 6 David Lynch · Curtas

00:30 [Highway to Hell] 6 Drugs 2 · Curtas


NO PORTO

Lá mai pra tarde, no 31


VINTAGE RACING PARTY

OS SETE MAGNÍFICOS

Comungando do espírito vintage racing que assola a cidade este fim de semana, os sete magníficos actuarão com os seus singles, em versão pista, braço de fora e óculos escuros...

GRELHA DE PARTIDA: XICO FERRÃO - FORD CAPRI; PEDRO MESQUITA - RENAUT GORDINI; PEDRO TENREIRO - TRIUMPH DOLOMITE SPRINT; MIGUEL DIAS - DATSUN 1200 ; RUI PIMENTA - BMW 2002 Tii ; VICENTE ABREU - FIAT 500 ABARTH ; CARLOS MOURA - MINI COOPER S

Há fotogramas assim...: Quantin Tarantino, Death Proof

Estreia Nacional nas Curtas

Em breve num Cinema perto de si

Tuesday, July 10, 2007

Scent of a Dance

O meu preferido será sempre o último em Paris. Depois o Piazzolla do Adiós Noniño mais do que o Gardel. Mas este - que não é o último em Paris e é mesmo do Gardel - é inesquecível, e aqui fica, a propósito de uma conversa sobre valsas e tangos, acordeons e afins, pés de chumbo e de algodão.

«Music begins to atrophy when it departs too far from the dance... poetry begins to atrophy when it gets too far from music».
Ezra Pound

Life is... Splendor in the Grass

Natalie Wood & Warren Beatty
Splendor in the Grass
Dir. Elia Kazan


What though the radiance which was once so bright
Be now for ever taken from my sight,
Though nothing can bring back the hour
Of splendour in the grass, of glory in the flower
William Wordsworth, «Intimations on Immortality»


Nada nos seus olhos nos revela
o prazer que fruiram há instantes
Apenas a relva conserva todo o esplendor
dos corpos nus dos amantes

Jorge de Sousa Braga, «Esplendor na Relva»


Eu sei que deanie loomis não existe
mas entre as mais essa mulher caminha
e a sua evolução segue uma linha
que à imaginação pura resiste

A vida passa e em passar consiste
e embora eu não tenha a que tinha
ao começar há pouco esta minha
evocação de deanie quem desiste

Na flor que dentro em breve há-de murchar?
(e aquela que no auge a não olhar
que saiba que passou e que jamais

lhe será dado ver o que ela era)
Mas em deanie prossegue a primavera
e vejo que caminha entre as mais

Ruy Belo, «Esplendor na Relva»